As flores que murcharão - V

Postado por ás 0 comentários

Hey Minna o/

Depois de eras de sumiço decidi finalmente voltar a escrever minha fic \o/ (Aplausos + gritos de histeria dos leitores)... Então aqui vamos com mais um capítulo, ele foi até divertido de fazer, pude desenvolver um pouco melhor a relação da Rose e do Noah. Espero que gostem do texto e esperem o próximo, porque as coisas vão esquentar um pouco :v...

As flores que murcharão - V

Alguns dias depois do grande reencontro, ainda não conseguia estabilizar aquele sentimento de euforia e satisfação. Me sentia eufórica com o fato de tê-lo na mesma cidade e satisfeita de descobri seu nome, mas ainda havia o medo, o medo de me aproximar demais, dele ser mais velho e acabar de começar uma etapa na vida a qual eu nem mesmo tinha começado a pensar.

Aos 19 anos ele acabará de iniciar sua vida universitária, estava cursando administração, pois queria dar continuidade ao empreendimento da sua família com as flores. Então quais esperanças poderia ter uma garota de quase 16 anos, sem mãe e iniciando o segundo ano do ensino médio, quanto há algum relacionamento romântico sério, quando ela mesma não intende a si? Esses pensamentos me frustravam, no fundo eu sabia que não devia esperar demais, que os garotos, principalmente os bonitos - como o Noah - gostam de brincar com as garotas, mas ainda assim mantinha uma pequena fagulha do que restava de esperança em mim. Depois de um pouco mais de três semanas quando chegava á loja:

- Boa tarde! - Cumprimentei as clientes que saiam, me dirigindo ao balcão quando vi minha Tia saindo da sala de funcionários, que ficava ao lado do escritório, acompanhada por algum funcionário que não consegui identificar.

- Boa tarde Rose! Cumprimente seu novo companheiro de expediente. - disse enquanto indicava o funcionário não identificado.

- Boa tarde! Prazer em... - As palavras se perderam... Assim como os meus pensamentos naquele momento.

- Boa tarde, Rose! - Disse Noah sorrindo.

- Ele vai ajudar na loja em troca de alguma experiência com negócios. - Falava minha tia enquanto se dirigia ao seu escritório que ficava de frente a entrada da loja.

- Vou me trocar. - Disse enquanto praticamente corria pra sala dos funcionários, essa foi minha segunda opção, a primeira teria sido correr porta a fora, mas isso com certeza seria sem sentido.

Considerei o dia mais estranho da minha vida, eu não sabia como disfarçar minha felicidade ou meu medo, ambos se misturavam em minhas ações e eu nunca errei tanto ou parece tão patética á mim mesma. Após um mês de convivência no trabalho, comecei a me acostumar com a sua presença e com as conversas animadas entre um cliente ou outro, até mesmo de ir juntos a parada de ônibus, no fim do expediente. Finalmente me sentia confortável, nos tornamos mais próximos, agora eu sentia que podia dizer que o conhecia de uma certa forma, isso definitivamente era um grande avanço.

- Obrigada(o)! Volte sempre! - Dizemos juntos ao nosso último cliente do dia.

- Rose, você está livre amanhã? - Falava Noah enquanto fechava a máquina registradora, na última semana ele havia sido designado para a função, já que eu sempre me atrapalhava.

- Defina seu sentido de livre! - Falei enquanto alterava a placa na entrada de "Aberta" para "Fechada".

- Desocupada, sem nenhum compromisso. Isso soa bem? - Ele fazia uma expressão séria, porém eu já conseguia identificar os sinais de deboche, que ele normalmente usava quando tentava me deixar constrangida ou sem rumo.

- Talvez soasse bem, se eu soubesse o motivo de precisar estar livre. - e finalmente podíamos brincar com as palavras, algo que nunca imaginei fazer. 

- kkkkkk... Ok, você venceu nessa. Amanhã é meu aniversário...

- OH... Nossa... - falei interrompendo ele.

- Não precisa do alarme, então queria saber se você jantaria comigo, não queria passar ele sozinho. - e deu o famoso sorriso "cabe o mundo aqui", que podemos abreviar pra 'cmq'.

- Preciso pedir permissão primeiro, mas acho que não terei problemas. - Disse agora já ao seu lado ajudando com as notas do dia.

- Ótimo, me mande uma mensagem mais tarde. Não vai se trocar? 

- Ah! Sim. - Falei me dirigindo a sala de funcionários.

Quando sai o Noah estava na sala da minha tia, deixando o relatório do dia, ele tinha se tornado um ótimo auxiliar de administração. Então me veio o pensamento que num futuro próximo – Não tão próximo – ele estaria voltando para Joinville para ajudar a administrar os campos de orquídeas da sua avó, a Dona Carmem. Esperei ele se trocar e na volta pra casa foi como de costume, conversamos um pouco sobre os clientes da loja e coisas triviais até que o meu ônibus chegasse.

- E lá vem o seu! – disse ele, acenando com a cabeça pra minha direção.

- Ah! – disse me virando na direção. – Até amanhã.

Na viagem de ônibus senta, o que era um milagre pelo horário, só conseguia imaginar o quão sortuda me sentia, ele havia me escolhido pra passar o aniversário dele com ele. Ops... Todos os meus nervos gritaram, eu precisava de um presente, como eu iria conseguir um presente em menos de 24 horas?! Então pensei, devo chegar em casa por volta das 17h 45min, então acho que terei tempo pra fazer um bolo pequeno como presente. Sim, isso pode dar certo. Em casa meu pai ainda não havia chegado, então que corri pra preparar o jantar e começar com o presente, mas antes tinha que conferir se tinha todos os ingredientes. Mas então surgiu outra dúvida, qual bolo fazer?! Mas lembrei de uma tarde, onde estávamos conversando sobre doces e ele falar o quanto gostava de doces de limão. E assim que comecei a bater o bolo, meu pai chegou.

- Boa noite! – disse enquanto retirava os sapatos.

- Boa noite, Pai! Preciso falar com o senhor, mas pode ir tomar banho pra jantar primeiro. – disse, enquanto ainda batia os ingredientes.

- Fazendo um bolo. Algo aconteceu? – Perguntou enquanto caminhava pela sala. Bolo era um símbolo de festividades em nossa casa, então era raro ser feito.

- Sim, como presente pra um amigo. – responde tentando parecer o mais casual possível.

- Hum... Amigo! Do colégio? – Era raro vê-lo perguntar tanto.

- Não, do trabalho na floricultura da Tia Leda. - dessa vez saiu mais natural.

- Entendo. Vou jantar primeiro. – disse por fim sentando a mesa.

- Pai, como falei, amanhã é o aniversário desse amigo e ele me chamou pra um jantar que ele vai dar aos amigos dele. Será que posso ir? Prometo chegar no horário. – agora me sentando a sua frente.

- Hum, vou deixar algum dinheiro na mesa da TV e lembre-se você prometeu chegar em casa ás 22h. - disse dando uma mordida na carne.

- Obrigada Pai. Prometo, ás 23h56min estarei passando pelo portão.- falei me levantando novamente.

Assim finalizamos uma das conversas mais longas que tivermos nos últimos tempos. Isso me fez sentir feliz de diversas formas diferentes, então enviei uma mensagem pro Noah avisando que estaria livre. Pouco antes das 20h eu finalmente tinha conseguido, o bolo estava pronto e com uma pequena ajuda na minha amiga internet consegui fazer uma cobertura simples com raspas de limão. Antes de dormir iria colocá-lo na geladeira até o outro dia, quando fosse ao trabalho.

Mas no quarto, outra guerra psicológica estava sendo travada, com quão roupa eu iria?! Eu não podia ir com qualquer uma, iria dar a idéia de “Não to nem ai.”, mas também não poderia ir muito arrumada, ou ele pensaria “Ela está afim de mim?!”, claro eu estaria entregando o jogo e não estava preparada pra algo assim, tinha receio de receber um sim, e medo de receber um não. E decidir deixar o meu humor me guiar, assim amanhã no calor do momento escolheria.

Por volta das 23h fui me deitar depois de fazer meus exercícios escolares - ciências e química - e arrumar a mochila, mas o sono é inimigo da ansiedade, coisa pela qual eu estava sobrecarregada. Não sei dizer ao certo em qual horário finalmente peguei no sono, mas com certeza quando me acordei ás 6h, senti como se ele não tivesse sido suficiente. Sem falar nas aulas que pareciam não ter fim, principalmente á última aula com o professor Carlos e seu infindável discurso sobre como era importante estudar sobre as reações químicas, o que não tiro o louvor do assunto, mas admito que não parecia tão interessante assim depois dos primeiros 10 minutos do discurso.

Em casa, depois de me forçar almoçar, me preparei pra ir ao trabalho, mas então me lembrei que ainda devia escolher a roupa. E na dúvida, escolhe levar uma blusa simples, bege com detalhes em verde musgo, caso fosse algo mais casual e uma saia jeans, caso tivesse coragem suficiente, coisa pela qual eu duvidava ainda mais. Antes de sair de casa, conferir se não tinha esquecido nada, e até onde eu sabia tudo estava ali, o bolo e as roupas. No caminho pra loja desejei que não houvesse ninguém na sala dos funcionários, assim poderia entregar o presente.

- Boa tarde! – Falei assim que cheguei á loja.

- Boa tarde! – Noah me respondeu de trás do balcão.

Quando entrei na sala não vi ninguém, coloquei a cabeça pra fora e fiz sinal pra ele.

- Preciso que venha aqui. – disse, enquanto entrava novamente.

- O que foi? – ele apareceu segundos depois com uma expressão séria.

- Feliz aniversário! – falei entregando a sacola prateada com o presente.

- Você não precisava compra um presente. – disse pegando-a e obviamente escondendo um sorriso maior do que mostrava.

- Não comprei, fiz. Não é nada demais, só pra que eu não me sinta desconfortável. - disse meio sem jeito.

- Nossa um presente feito. Então,o que é? – perguntou examinando a sacola.

- Um bolo. Sei que não é muito criativo, mas é o que temos. – sorri, tentando esconder o nervosismo.

- Obrigado, nem sei como agradecer. – sorriu de volta.

- Vou me trocar. – anunciei, indicando a saída com o mão.

- Já saio, vou guardá-lo e depois pro balcão. – disse enquanto piscava.

- Seja breve. – falei seria.

- Não se preocupe, finja que não estou aqui. – ele imitou meu tom, colocando o embrulho com cuidado no seu armário.

- Não queira ser preso por assédio. – rimos.

A tarde passou de forma rápida e agradável, totalmente o oposto da manhã, isso me pareceu injusto e mesquinho, então me lembrei da frase: “Que seja eterno enquanto dure.” e pedi ao tempo que a noite durasse pelo menos o necessário, para que as lembranças vivessem para sempre.

~ ~ Stop ~ ~

Bem, depois de dois séculos, venho postar o capítulo 5, eu sei demoro demais pra postar as continuações, mas é tudo por causa da preguiça e falta de criatividade que me dá quando tento continuar... Porque eu quero que acabe de um jeito e sempre surge mais ideias e acabo me afastando do final planejado D: ... Mas de forma efetiva e fatídica eu de fato já estou escrevendo o capítulo 6, (Todos comemoram) assim eu realmente espero lança-lo nem que seja no fim do ano ;).

Capítulo V

Macadores :

0 Comentários sobre: "As flores que murcharão - V "

Ir ao Topo