As flores que murcharão - IV

Postado por ás 3 comentários
Hey hey minna, depois de um bom tempo estamos aqui mais uma vez, 
postando mais um capítulo da minha Fic.
E o que estamos esperando? Vamos lá o/
Espero que vocês gostem xD

As flores que murcharão - IV


    Eram precisamente 22 horas e 20 minutos quando cheguei em casa, nunca tinha chegado tão perto do horário do meu pai voltar do trabalho, que geralmente eram entre 22 horas e 30 minutos a 23 horas. Mas pra minha surpresa, assim que abri a porta vê os sapatos dele, senti uma onda de medo tomar conta do meu corpo, respirei fundo e entrei com calma, como se nada houvesse acontecido, até escutar aquela voz:

- Isso são horas? Pensei que tenhamos um acordo, você teria sua liberdade e eu não interferia, a menos que coisas como essa acontecessem. Espero que essa tenha sido a primeira e última.

    Ele me encarou com olhos de quem indaga algo, então balancei a cabeça, ele não se levantou, ficou apenas lá sentado no sofá me olhando. Por longos segundos o silêncio me matou, eu sabia que estava errada, mas saber que poderia perder toda a confiança que juntei por toda uma vida. Isso me fazia sentir a pior.

- Desculpe-me pai, isso nunca mais irá se repetir. – Essas foram às únicas palavras que conseguir dizer, com a cabeça mais baixa possível.

Após um longo suspiro ele disse:
- Eu não estou dizendo que você nunca possa chegar tarde, apenas não se esqueça de me informar com antecedência. Eu sei como é ser jovem, tem pizza no forno pra você. – Completou de forma serena, mas séria, enquanto se levantava do sofá e dirigia ao quarto.
- Pizza?! – Indaguei surpresa, raramente via meu pai comer coisas não saudáveis.
- Fui promovido. – respondeu secamente antes de fechar a porta.

    Isso me fez sentir ainda pior. Pensar que ele quisesse comemorar sua promoção comigo e eu não estava lá para tal. Mas eu iria recompensá-lo, iria fazer o melhor jantar de todos. Fui á cozinha, como estava cheia não consegui comer mais que uma fatia de pizza, eu sabia que se não comece ele provavelmente ficaria mais chateado.

    Já na cama eu não conseguia saber a qual sentimento dar prioridade, se a frustração ou a alegria de ter vivido a segunda melhor tarde da minha vida. Preferi a segunda opção e me entreguei a lembranças de uma tarde inesquecível.

~ Flashback ~

  Ao sair da floricultura eu só pensava em que prato seria o melhor pra o jantar, quando o vi parado no ponto de ônibus. Comecei a imaginar que reações ou cumprimentos deveria usar, mas nada parecia bom o suficiente. Quando dei por mim.

- Oi! Alguém ai?! – ele estava a minha frente fazendo cara de quem tentava um grande equação matemática.
- Ah! Oi! – e essa foi minha estúpida resposta.
- Pensei que estivesse me ignorando. – falou num tom cabisbaixo.
- E-e-e-eu...?! – não consegui controlar minha boca.
- kkkkk... Você é mesmo interessante.
- O que você quer dizer com isso? – falei corando quando percebe o que dizia.
- Também não sei. Só te acho interessante, a propósito você ta livre hoje? – aquela pergunta me pegou de surpresa.
- Livre?! – foi tudo que pude responder.
- Sim, tipo me acompanhar por um tour pela cidade, já que sou novo aqui e não quero me perde pelos próximos meses. – ele sorriu enquanto esperava minha resposta. Imersa nele tudo que eu conseguir foi olhar espantosamente pra ele e dar o melhor sorriso que eu tinha.
- Esse sorriso é de você aceitou ser minha guia? – perguntou fazendo uma expressão sarcástica.
- Então devemos começar pelo shopping? – perguntei tentando parecer casual.
- Não! Me leve aos lugares que você mais gosta. – e de novo aqueles sorriso matador.
- Então tenho que avisar que não sou muito comum, e muito menos os lugares que mais gosto de ir. – depois de falar percebe que, me fiz parecer ainda mais estranha que o de costume.
- Não espero conhecer os lugares mais comuns, só os mais interessantes.

    Nosso ônibus chegou pouco depois dele concluir a frase, já que ele queria conhecer a cidade, o levei a um tour pela parte antiga da cidade, a praça central, com seus belos jequitibás, que faziam sombra aos bancos de madeira e ferros antigos. Depois passamos pela casa da cerâmica, era um grande salão com diversas obras. Eu não compreendia bem, mas gostava de admirar as artes expostas.

- Penúltima parada meu segundo lugar favorito. – disse me dirigindo a frente do prédio secular. – A biblioteca Central.
- Isso é mesmo sua cara. – acrescentou ele.
- Como pode dizer isso se você mal me conhece? – disse quando ele finalmente se colocou ao meu lado.
- O brilho nos seus olhos quando falava de Sidney Sheldon e outros autores famosos. Deu pra perceber o quanto você ama ler.

   Entramos na biblioteca, o cheiro dela era sempre reconfortante, como em um porto seguro, eu me sentia em casa. Na verdade era minha segunda casa antes de começar a trabalhar na loja da minha tia, eu costumava ir todos os dias, até mesmo no final de semana, quando abriam, por conta do trabalho eu passei a ir menos. No hall principal ficava o balcão e nele a bibliotecária, eu conhecia todas elas. Naquele turno era provável que fosse a Senhora Débora, bibliotecária chefe, ela era muito dedicada à organização de tudo naquele lugar ela já tinha mais de 30 anos, e conhecia cada estante como ninguém. A cumprimentei.

- Rose aquele livro que você queria, foi devolvido. Se ainda estiver interessada ele está na estante 32, segunda prateleira, capa verde musgo. – me impressionava a forma séria e serena de como ela sempre falava.
- Obrigada, vou pegá-lo.

- De que livro se trata? – perguntou ele enquanto me segui pelas estantes.
- Um volume antigo do livro Emma de Jane Austin, lançado em 1815. – um clássico romance inglês. – responde enquanto procurava ansiosa pela capa verde correta.
- Hum... Não seria esse? – apontou pra minha esquerda. Ele estava correto.
- Obrigada. Eu esperei meses por isso.
- Então porque você não dá uma olhada antes de irmos para a próxima parada? – indagou enquanto mexia no cabelo.
- Mas e você?
- Estou cansado da caminhada, enquanto descanso você ler.
- Tudo bem, aquela mesa? – perguntei apontando para a mesa próxima a parede.

    O tempo passou cruel e impetuoso, ele cochilou em cima da mochila e eu fui absorvida pelo mundo Austiniano. Quando dei por mim já eram mais de 20 horas. Faltava minutos para o horário de fechamento da biblioteca e nem o jantar eu tinha preparado. Dei um salto da cadeira que o acordou.

- O que houve? Hã?! – disse ele desnorteado.
- Você dormiu, eu me perde na leitura, e já passam das 20 horas. – disse da forma mais calma possível.
- Nossa isso tudo! É melhor a gente ir ou nem vai dar tempo de jantar. – disse se levantando e pegando as nossas coisas.

    Passei na secretária e cadastrei o empréstimo do livro, no caminho da parada compramos croissant e dividimos uma garrafa de 500 ml de coca-cola. Esperando o ônibus conversamos sobre o que ele mais gostou dos lugares que o levei.

-Lá vem o meu. – disse estendendo a mão para o ônibus.
- Foi, um ótimo passeio. Espero que a gente possa repetir em breve. – disse enquanto acenava.
- Claro. Até a próxima. – falei respondendo o aceno antes de entrar na condução.

~ Fim Flashback ~

    Na cama agarrada ao travesseiro em meio às lembranças daquela tarde, foi assim que peguei no sono, profundo, calmo sereno. 
~ ~ Stop ~ ~

Bem minna, depois de séculos, postado o 4° capítulo da Fic, dessa vez posto o 5° mais rápido xD. Espero que tenham gostado, o próximo pode ser polemico... bombástico... surpreendente, tudo que eu posso dizer até o momento.  
Pra quem não gosta de ler no blog, aqui vai em .doc o capítulo da Fic xD

Capítulo IV

Macadores :

3 Comentários sobre: "As flores que murcharão - IV"

Finalmente \o/ Que cap perfo *--*
Agora eu gosto um pouco mais da Rose XD
Não demore muito pra postar o proximo o/

concordo com a Yssa-chan não demore muito
e pode indo postando as outras #run

saiuuuuuuuuu *o*
ainda n consegui relacionar o título com a história direito, ou será q sou lerda? D:
quero mais caps tbm e concordo com os dois comentários u-u

Ir ao Topo