Otakus #6 - Gêneros

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Hey hey minna, mais um post informativo para os otakus de plantão *o*. Dessa vez vim expor os gêneros mais conhecidos e desconhecidos de animes e mangás. É o post esta imenso.... mas vale a pena saber a origem e curiosidades dos gêneros mais assistidos do mundo otaku *o*.

ATENÇÃO:
Este post não foi criado com a intenção de promover o incentivo de veiculação de materiais proibidos no país, apenas foi criado com o intuito de esclarecer e sanar curiosidade sobre gêneros conhecidos por um grupo em questão.

Vamos começar...
Kodomo (子供 literalmente criança(s)) é um gênero de animê ou mangá voltado para o público infantil. Em geral os mangás kodomo possuem atividades como páginas para colorir, labirintos e jogos. Kodomo possuem histórias fechadas ou com arcos muito curtos, pois crianças pequenas tem dificuldade para acompanhar histórias seriadas. Também possuem desenho e narrativa simples, sem muitas sangrias e retículas.
Exemplos: Astro Boy, Beyblade, Hamtaro, Medabots, Pokemón e Sonic X.

Kemono (Japonês 獣 ou けもの "fera") é um tipo de arte japonesa, onde há personagens antropomórficos. Esses personagens antropomórficos do kemono são chamados freqüentemente de Jūjin (Japonês 獣人 ou じゅうじん "teriantrópico", ou seja, metade humano e outra animal). Seu desenho difere de artista à artista, mas geralmente desenham criaturas "fofas" e bonitinhas. Sempre os personagens do kemono tem uma personalidade humana e vivem situações como tal, quase nunca agem como animais comuns.
Exemplos: Nyanpire, Wolf e Inuyasha.

Shōjo / Shoujo (少女  menina(s)) é um termo usado para referir animes e mangás para garotas, apesar de poder também interessar a qualquer gênero ou faixa etária. Os mais conhecidos no Ocidente são os romances ou comédias românticas que normalmente envolvem personagens da mesma idade do público-alvo (adolescentes). Entretanto, também é possível encontrar mangás shōjo de conteúdo histórico, de ficção científica ou terror, por exemplo. O primeiro mangá considerado shojo foi A Princesa e o Cavaleiro criado pelo mangaká Osamu Tezuka. 
    O mangá shõjo é conhecido por que o começo da história é sempre conhecido, em geral o encontro de um casal que logo irá se apaixonar, e ter um final bastante imprevisível o que por vezes frustra as leitoras. A complexidade do enredo varia conforme a idade do público alvo a ser atingido. Muitas vezes os temas giram em torno de colégios, poderes mágicos e geralmente uma história de amor.
Exemplos: Love Complex, Bokura ga Ita, Kimi ni Todoke, Kaichou Mad-sama e Itazura no Kiss.

Shōnen / Shounen (少年 garoto(s)) é um gênero demográfico de mangá ou anime direcionado a jovens do sexo masculino, apesar de poder também interessar a qualquer gênero ou faixa etária. As características mais comuns desse estilo são os enredos humorísticos e as cenas de ação, superação de desafio, competição e a perseverança, onde a vitória deve ser alcançada a qualquer custo. 
    Muitas histórias dão ênfase à camaradagem entre homens em times ou equipes. Também é comum, em algumas histórias, a existência de belas personagens femininas, geralmente com cenas de semi-nudez ou nudez (ecchi), mas não em todas (essas series com nudez muitas vezes têm um tema romântico). O estilo de desenho não tem muitas características próprias, mas geralmente é mais simples que o shōjo.
    As revistas de mangá mais populares no Japão são do estilo shōnen, como a Shonen Jump e a Shonen Magazine.
Exemplos: Dragon Ball, Digimon, Yu Yu Hakusho, InuYasha, One Piece, Gintama, Bleach, Os Cavaleiros do Zodíaco, Hunter x Hunter, Katekyou Hitman Reborn, Fairy Tail, Full Metal Alchemist, Ao no Exorcist, Naruto e Soul Eater.
Mahō shōjo / Mahou Shoujo (魔法少女 moça(s) mágica(s)) é um sub-género de anime e mangá shōjo e um tipo de personagem feminina jovem com poderes mágicos. O primeiro mangá Mahō shōjo foi Sally the Witch (1966) de Mitsuteru Yokoyama.
    As histórias mais famosas de mahō shōjo apresentam jovens meninas com capacidades sobre-humanas e que são forçadas a lutar contra o mal. As mahō shōjo são também conhecidas no Japão como majokko (魔女っ子 menina(s) feiticeira(s)).
Exemplos: Sailor Moon , Cardcaptor Sakura, Tokyo Mew Mew, Shugo Chara e Demashita! Powerpuff Girls Z.

Josei (性) que significa "mulher" em japonês, é a definição dada aos mangás e animes normalmente voltados para o público feminino adulto. O Josei é um amadurecimento do shōjo.
    São geralmente histórias da vida adulta com foco no cotidiano feminino, mostrados de forma mais realista, enquanto os mangás shōjo apresentam romances idealizados. O estilo do traço usado geralmente é mais sóbrio. Suas histórias tendem a ser menos fantasiosas tanto o shōjo quanto o seinen, sendo que o uso de fantasia e ficção científica é raro nos Josei. Outra característica dos Josei é a liberdade para se criar as histórias, pois não existem restrições. Pode-se colocar cenas explícitas de sexo em histórias Josei sem que sejam consideradas pornográficas.
    Como a maioria dos Josei possuem características mais realistas, suas adaptações em geral são para jdrama em filmes, novelas e seriados de televisão com atores reais, sendo muito poucos os Josei transpostos para anime. Ainda não existe uma entrada significativa de Joseis e Seinens no ocidente, sendo que muitos poucos foram lançados e a maioria dos títulos disponíveis são traduções feitas por fãs na internet.
Exemplos: Pet Shop of Horrors, Papa to Kiss in the Dark, Honey and Clover, Gokusen, Nodame Cantabile, Paradise Kiss e Michiko e Hatchin.

Seinen (青年) que significa "homem jovem" no Japão, é a definição dada aos mangas e animes voltados para o público masculino entre os 20 a 40 anos. Vale a pena lembrar que o conceito de "maduro" para sociedade japonesa é bem diferente da nossa. A grande diferença entre Shonen e Seinen esta nos temas e no conteúdo maduro. Algumas histórias de Seinen possuem personagens em idade típica de Shonen, como personagens em idade escolar, mas os temas são mais maduros, geralmente contendo sexo e violência, que não são adequados em revistas infanto-juvenis.
    Os personagens dos Seinen geralmente estão em torno dos 20 aos 40 anos e passam por problemas típicos de sua faixa etária, tendo muitas histórias se aprofundando em temas como negócios e política - que podem ser maçantes para os jovens - passando até por complexas histórias de ficção científica que exigem conhecimento universitário para se compreender.
   Outra característica considerada madura está na escrita. Os mangas seinen usam Kanjis de nível universitário. Outra característica dos Seinen é a liberdade das histórias, pois não existem restrições, pode se colocar cenas explícitas de sexo em histórias seinen sem que sejam consideradas pornográficas. 
    Os Seinen no Japão são tão populares quanto os shonen, apesar de terem poucos títulos conhecidos no Ocidente. O sucesso dos Shojos e Shonens que são passados para animes se reflete nos jdrama. Famosas revistas Seinen são Young Jump, Young Animal, Ultra Jump, Afternoon e Big Comic.
ExemplosAfro Samurai, Air Gear, Akira, Angel Beats!, Basilisk, Death Note, Devilman, Durarara!!, Elfen Lied, Gantz, Hellsing e Seikon no Qwaser.

Um mecha (メカ meka, abreviatura de mechanical, inglês para mecânico) é um robô gigante (geralmente bípede) controlado por um piloto ou controlador, comuns em algumas obras de ficção científica, mangá e anime. Um mecha geralmente é uma máquina de guerra ou combate com pernas, cujos principais oponentes são monstros gigantes ou outros mechas. Geralmente são construídos em formato antropomórfico (de ser humano) ou de animais.
    Considera-se que a primeira aparição de um mecha ocorreu na novela "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells, na qual os marcianos pilotam naves trípedes similares a muitos mechas atuais. O conceito de mecha está intimamente relacionado ao de exoesqueletos na ficção científica, que seriam estruturas vestidas por uma pessoa capazes de ampliar seus movimentos ou conferi-la mais força. A diferença é que um exoesqueleto é "vestido" pelo piloto (em volta do corpo e imitando seus movimentos), enquanto um mecha é pilotado por controles ou mentalmente.
Exemplos: Gundam, Code Geass, Full Metal Panic!, Tengen Toppa Gurren Lagann, Infinite Stratos e Eureka Seven.
Harém é um gênero de anime e mangá que apresenta um personagem masculino ou feminino tem diversos pretendentes ou que vive rodeado por várias personagens do sexo oposto. Quando a situação ocorre com uma mulher, ocidentalmente, chamamos  de Harém invertido. Normalmente, são comédias românticas, mas podem se tratar de outros tipos.
Um protagonista é cercado, geralmente amorosamente, por três ou mais personagens do sexo oposto, o mínimo que pode haver é três personagens do mesmo sexo. Caso contrário, é um triângulo amoroso. O mais comum é quando o cenário é dominado pelo sexo feminino, por exemplo, um grupo de meninas que acompanha um certo menino, e em alguns casos coabitam com o ele, isso é quando a intimidade é quase habitual. Algumas pessoas também sugerem que hárem são construídos em torno de um fetiche primário. Mas um anime/Mangá Harém não necessita apenas de ser romântico, o ato de no enredo um rapaz ser cercado por três meninas sendo que nenhuma das quais têm um interesse romântico nele, também é um anime-mangá harém.
Exemplos: Love Hina, Rosario + Vampire, Sekirei, Kanokon, Ranma ½, To Love Ru, Goshuushou-sama Ninomiya-kun e Ouran High School Host.

 O termo shoujo-ai, é um termo mais usado para enrredos com romance entre pessoas do sexo feminino, que contenha um conteúdo mais leve sem nada explícito ou pornográfico.
ExemplosWorking!!, NANA, Strike Witches, Black Rock Shooter, Kiddy Grade, Inu x Boku SS e High School Of The Dead.
Shōnen'ai / Shounen-ai (少年愛 amor de meninos) é um gênero do anime e do mangá que retrata relações românticas entre homens. Essas relações são leves ou insinuadas, às vezes apenas passionais, e geralmente não há retratação do ato sexual. Mas que as vezes é apenas uma amizade forte entre garotos e homens.
    Algumas obras se concentram apenas em relacionamentos shonen-ai, mas é comum encontrar algo do gênero em histórias sobre qualquer tema e direcionadas a qualquer público, inclusive o infantil. Em muitos casos, a relação pode ser explicada como uma amizade mais profunda e não choca a audiência.
    No Japão, ironicamente, essa expressão é usada para se referir à pedofilia e não no sentido em que é usada nesse artigo: O termo usado lá para mangás e animes do gênero é Boys Love, emprestado do inglês e com o mesmo significado. Vale a pena lembrar que, em países de língua inglesa, boylove é um termo ofensivo e que se refere justamente à pedofilia. O shonen-ai é bastante popular no Japão e nos outros países do extremo oriente, e têm muitos fãs também no ocidente: O mangá Gravitation, ícone do gênero, arrecadou 9 milhões de dólares em lucros somente nos EUA.
Exemplos: 07- Ghost, No.6, Loveless, Togainu no chi, Kasho no Tsuki e Vassalord.


Ecchi ou Etchi (エッチ em tradução livre, "obsceno") é um termo japonês que refere-se a relação sexual. No Ocidente, o termo é associado principalmente ao sub-gênero de animes, mangás, ou jogos que apresentem a sensualidade como principal tema, em contraste com o termo hentai, usado para aqueles que apresentam sexo explícito.
    A origem da palavra é incerta, porém, acredita-se que seja um acrônimo em japonês da própria palavra Hentai, pelo fato de que no japão a letra H tem som de Ecchi/Etchi (H, /ˈeɪtʃ/), sendo que muitas vezes se referem a mangás hentai como H-mangá.
Exemplos: Kissxsis, Battle club, Ikkitousen, Change 123, DearS, Needless, Girls Bravo, Golden Boy, Desert Punk, Nazo no Kanojo X, Kodomo no Jikan, Tenjou Tenge e Futari ecchi.

ATENÇÃO! Gêneros indicados para maiores de 18 anos.
Yuri (百合) é um gênero de mangá e anime que descreve relações românticas entre mulheres. Há também o termo yuri orange, que é usado para descrever um conteúdo que a cenas explícitas e pornográficas, referente ao amor de duas garotas. A palavra tem origem no Japão, onde essa diferença no uso das palavras é mais marcante, e as lésbicas japonesas não usam nenhuma das palavras para se descreverem. O termo, incorretamente usado para definir relações sexuais entre duas garotas, é usado para indicar relações não-explícitas, ou seja, mostra o antes e o depois, nunca o durante (geralmente, há algum fator da trama que impede sua exibição).
    Mangás e animes do gênero yuri apresentam personagens femininas e sexualmente dominantes, ao contrário do estereótipo da mulher frágil. Muitas histórias descrevem a relação entre uma mulher mais velha (às vezes com algumas características masculinas) e uma mais nova, mais submissa e insegura. Geralmente as personagens não tem uma opção sexual bem-definida, ou são bissexuais, e é possível que sejam atraídas apenas por uma mulher em especial.
Extras:
Tachi (立ち, タチ) é o termo utilizado para a mulher que toma a iniciativa. Geralmente ela tem características masculinas como olhos pequenos e uma voz profunda, porém há casos em que ela pode ser feminina, delicada, mas ainda sim a Tachi da relação.
Neko (ネコ) é a passiva do relacionamento homossexual feminino, ela parece como qualquer outra garota heterossexual, porém gosta de outras mulheres. Alguns exemplos são Nagisa Aoi de Strawberry Panic e Kubo Shiori de Maria-sama ga Miteru. Neko literalmente significa "Gato".
Takochi, Teko, Nekotachi é a maneira de descrever a mulher que pode ter um papel hora ativo e hora passivo, ou seja, Neko e Tachi ao mesmo tempo. Um exemplo claro disso é Shinobu Handa de Shōjo Sect.
Exemplos: Candy Boy, El Hazard, Kannazuki No Miko, Strawberry Panic!, Aoi Hana, Yuru Yuri, Aki Sora, Maria Holic, Ichigo Mashimaro, Bible Black, Queen's Blade, K-On e AKB0048.

Yaoi (やおい) é um gênero de publicação que tem o foco em relações homossexuais entre dois homens e tem geralmente o público feminino como alvo. O termo se originou no Japão e inclui mangá, anime, novelas e dōjinshis. No Japão esse gênero é chamado de "Boy's Love", ou simplesmente "BL", e "yaoi" é mais usado por fãs do ocidente.
     O yaoi se expandiu para além do Japão; materiais podem ser encontrados nos Estados Unidos, assim como em nações ocidentais e orientais ao redor do mundo. Fãs no Japão começam atualmente a escrever "yaoi" como um nome para o gênero Boy's Love, usualmente na forma 801. "801" é derivado de 八〇一, escrita em japonês para 801, o qual também pode ser lido como yaoi. Por exemplo, em um mangá da internet chamado Tonari no 801-chan (となりの801ちゃん), é abordada a história de um garoto que quer namorar uma garota que é fã do gênero BL.
    Alguns escritores(as), tanto japoneses(as) quanto ocidentais, especialmente em BL/shōnen-ai/yaoi, se questionam até quando os papéis do seme e do uke são uma parte essencial do yaoi como um gênero, e se estão movendo-se para longe ou totalmente abandonando os tradicionais papéis seme/uke. Isso é mais comum em fanfics yaoi para séries de anime ou mangá que estréia personagens que não se encaixam nos papéis de seme e uke. Escrever um papel tradicional de seme ou uke para eles é geralmente visto como "fora do personagem", ou seja, não se encaixariam na visão atual que se têm dos mesmos na história.
Extras:
Seme (Ativo) é o termo utilizado para o homem que toma a iniciativa. O seme é geralmente descrito na cultura anime e mangá com o estereótipo de um homem fisicamente forte, decidido e/ou protetor. O seme geralmente tem traços característicos, como um queixo forte, cabelo curto, olhos pequenos e um estereótipo mais masculino do que o uke. O seme usualmente persuade o uke.
Uke (Passivo) é o termo usado para o homem que é persuadido pelo seme. O uke usualmente é mais baixo, delicado, tem características mais novas e/ou infantis com olhos grandes. Ele é geralmente menos experiente em romance ou sexo e isso faz com que a sua interação com o seme seja sua primeira experiência homossexual.
Exemplos: Gravitation, Junjo Romantica, Sekai-ichi Hatsukoi, Blood Honey e Kizuna.


Bara (薔薇 "Rosa"), também conhecido em wasei-eigo "Mens' Love" (メンズラブ menzu rabu) ou ML, é um termo Japonês jargão para o gênero de arte e mídia de ficção com o foco o sexo, amor e desejo com o tema homoerotismo, normalmente criado por e para homens gays. O gênero bara começou na década de 1960 com revistas de fetiche com conteúdo artístico gay, como por exemplo, a revista Barazoku. Além do mangá bara, também chamado de gei comi (ゲイ コミ "quadrinhos gays"), também existe jogos eróticos bara.
    Bara pode variar-se em seu estilo visual e enredo, mas normalmente tem características de um homem masculino, considerado beefcake, musculosos e com pêlos no corpo, semelhante a ursos (熊 kuma). Bara caracteriza geralmente conteúdo adulto (às vezes de violência e exploração) e romantismo gay, que muitas vezes são temas autobiográficos, retratando o tabu natural da homossexualidade no Japão.
    Comentadores ocidentais às vezes referem bara como "yaoi", mas yaoi é em grande parte criado por e para mulheres idealizado bishōnen, é frequentemente em conformidade a uma relação heterossexual em que tem a fórmula dos personagens um dominante masculino seme e o afeminado uke. Em contraste, bara é considerado um subgênero seijin (erótica) para gays e assemelha quadrinhos para os homens (seinen) e leitores do sexo feminino (mangá shōjo/josei).
ExemplosNão encontrado.

Guro (グロ) que seria traduzido literalmente para grotesco, o termo implica mal formado, natural ou horrível. Uma arte guro é bem pesada, é necessário ter muito estomago pra ver viseras, corpos decapitados e orgãos multilados, etc.. Um guro não é necessariamente pornográfico, o termo é muitas vezes usado incorretamente por audiências ocidentais para significar "nesga" representações de horror, sangue e vísceras. Então no sentido ocidental, guro também são "artes" que retratam criticas sociais com violência morbida.
    Guro Ero (エログロ) nansensu, caracterizado como um "pré-guerra, fenômeno cultural burguesa que dedicou-se a explorações do desviante, o bizarro, e do ridículo", se manifesta na cultura popular de Taishō Tóquio durante a década de 1920. Suas raízes remontam a artistas como Yoshitoshi , que, além de erótico shunga , também produzidos, em 1860 meados de , impressões woodblock mostrando decapitações e atos de violência da história japonesa. Ukiyo-e artistas como Utagawa Kuniyoshi apresentou temas semelhantes com estupro, escravidão, e erótico crucificação.
     Primeira aparição Ero guro do distinta começou na década de 1920 e 1930 na literatura japonesa . O Sada Abe incidente de 1936, onde uma mulher se engasgou e castrados seu amante, atingiu um acorde com o movimento guro ero e passou a representar esse gênero para os próximos anos. Esta e outras atividades e movimentos eram geralmente reprimida no Japão durante Segunda Guerra Mundial , mas ressurgiu no período pós-guerra, especialmente no manga e na música .
    Ao longo do tempo, a influência do movimento guro ero expandiu em diversas areas da cultura japonesa, como teatro , arte , manga , e eventualmente, cinema e música.
ExemplosSuehiro Maruo, Urotsukidoji, Hell Season e Yume no Omocha Koujo.

Hentai (変態 ou へんたい) é uma palavra japonesa que, nos países ocidentais, é usado para se referir, em especial, à pornografia que é exibida em certos desenhos e mangás do Japão.
    No Oriente, a palavra hentai significa metamorfose, pornografia ou perversão sexual; nunca é usado para referir a atividade sexual "normal", nem qualquer entretenimento de sexo explícito (vale lembrar que as palavras têm impacto diferente, se uma japonesa chama um amigo de hentai, é equivalente a tarado, ou pervertido, sem uma conotação suja e doentia). Os termos 18-kin (18禁, literalmente "18-proibido"), que significa "proibido a menores de 18 anos", e seijin manga (成人漫画, "manga para adultos" ) são usados pelos japoneses nesse sentido. Outro termo utilizado para hentai no oriente é H-mangá (H漫画).
    Acredita-se que o hentai seja inspirado em formas de arte erótica que já existem no Japão desde o Período Edo, que ocorreu de 1600 a 1867. Naquela época, eram comuns gravuras tradicionais, conhecidas como ukiyo-e, que versavam todos os temas, inclusive o sexo e a nudez. Estas eram conhecidas como shunga, e utilizadas como manual para instruir recém-casados ao sexo. Muitas vezes, coleções de shunga eram dadas como presente de casamento para serem usadas na lua-de-mel.
   Com a Restauração Meiji, foi introduzida no Japão a cultura ocidental, que tinha na época grandes barreiras morais à nudez em público. Com isso, o shunga entrou em decadência, mas a pornografia continuou a existir de forma mais escondida.
    O surgimento do hentai moderno começou após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando permitiu-se novamente a publicação de material pornográfico. Em 1983, a Nintendo lançou os primeiros jogos pornográficos para computador no Japão.
    Uma prática muito curiosa quando falamos de Hentai é a "Hentalização", que é o ato de transformar um personagem não-hentai de um anime ou mangá em um personagem Hentai, essa prática obviamente agrada em geral a maioria dos fans de Hentai mas não é vista com bons olhos por aqueles que curtem apenas animes/mangás visto que transforma os personagens originais em algo que na verdade não são.
    No final da década de 1980, o hentai ganhou um novo impulso com a popularização do doujin, ou mangás amadores. Estima-se que metade do mercado seja composto por pornografia, embora seja difícil calcular pois muitos desses trabalhos são divulgados pela internet.
Extra:
    Nos mangás o gênero para enredos com conteúdo adulto podem vir como hentai, porém, é comum encontrar como Smut.
ExemplosSex Friend, Samurai XXX, Akiba Girls e All Sex Hentai.

Futanari (二成、双成、二形) uma palavra composta que significa "duas formas" em japonês pode significar ambos os sujeitos de um tipo especial de anime pornográfico ou manga (comumente, mas incorretamente, conhecida no Ocidente como hentai), ou o próprio gênero. Futanari representa hermafroditas, intersexuais ou outros indivíduos  que possuem tanto órgãos reprodutivos masculinos como femininos. Tecnicamente, o termo também abrange personagens masculinos com ambos os tipos de órgãos sexuais, mas esses são normalmente excluídos.
    Outros termos comuns usados para descrever personagens futanari são "dickgirls" ou "shemales", embora esses muitas vezes sejam considerados vulgares. Os Futanaris, junto com "newhalfs", são termos mais educados que entraram em uso recente, com futanari que tende a referir-se especificamente a hermafroditas reais e "newhalf" que tende a referir-se especificamente a personagens com corpos femininos mas genitais somente masculino.
    Outro modo de descrever futanari é "Qualquer personagem hentai que parece feminino que contém os traços de uma fêmea, mas também possui o orgão reprodutor de um macho. O personagem hentai também não deve ser de fato um rapaz travestido como mulher." Ou seja são meninas com orgão reprodutor de menino e pronto '~'.
Exemplos: Não encontrado.

Lolicon (ロリコン), rorikon ou loli-con é uma abreviatura de lolita complex, ou seja, complexo de lolita em inglês. A palavra é usada no Japão para pedofilia ou efebofilia. Fora do Japão, geralmente é usada quando se refere a animes ou mangás que retratam meninas menores de idade (de 6 a 14 anos) em situações sexuais ou de nudez.
    A palavra é soletrada lolicon, e não lolicom, devido à fonologia da língua japonesa. No Japão, a palavra pode se aplicar a pornografia infantil ou a pedófilos, enquanto no Ocidente seu significado é menos amplo. As leis japonesas consideram que mangás e animes sobre lolicon não são ilegais desde que crianças de verdade não sejam empregadas na sua produção, permitindo o surgimento de um grande mercado para esse tipo de produto. As leis mexicanas também permitem o lolicon.
    Entretanto, a subcultura lolicon já foi acusada de encorajar a prostituição infantil. Defensores do lolicon dizem que ele não afeta negativamente as crianças e até desestimula pedófilos a procurar crianças reais.
    Importante ressaltar ainda que, ainda que os aficcionados do gênero (assim como o Shotacon) critiquem o fato, pela atual lei brasileira mesmo a simples posse de material Lolicon de conotação sexual explícita, dependendo da interpretação, pode constituir crime de pedofilia (Arts. 241-A e 241-C, ECA - Lei 8.069/90), sendo a divulgação ou venda condutas mais graves do mesmo crime.
ExemplosIchigo Mashimaro,  Lucky Star, Manabi Reto!,  Minami-ke e Kodomo no Jikan.

Shota (ショタ), é um termo japonês para um complexo relativo à sexualidade (Shôtaro Complex), onde um adulto homem ou mulher sente-se atraído por um garoto mais novo e vice-versa. No mundo ocidental, este termo é usado para referir-se especificamente ao anime ou mangá que mostra garotos na puberdade ou na pré-puberdade ao lado de personagens mais velhos que tenham atração por crianças. Esses trabalhos são, freqüentemente, de natureza sexual, e alguns temas comuns são yaoi e incesto com um irmão mais velho ou outro membro familiar. 
    O equivalente feminino do shotacon é conhecido como lolicon - Um adulto Homem ou mulher que sente-se atraído por uma garota mais nova e vice-versa. Alguns críticos afirmam que o gênero shotacon contribui com a estimulação do abuso sexual infantil, enquanto outros afirmam que é exatamente o contrário.
    Importante ressaltar ainda que, ainda que os aficcionados do gênero (assim como o Lolicon) critiquem o fato, pela atual lei brasileira mesmo a simples posse de material shotacon de conotação sexual explícita, dependendo da interpretação, pode constituir crime de pedofilia (Arts. 241-A e 241-C, ECA - Lei 8.069/90), sendo a divulgação ou venda condutas mais graves do mesmo crime.
Exemplos: Koushoku Shounen no Susume, Shounen Ai no Bigaku, Boku no Pico, Enzai e Loveless.

Gekiga (劇画) é o termo em japonês usado para definir um tipo mais adulto de mangá, voltado para públicos amadurecidos, por volta dos 18 aos 30 anos, sendo um estilo que pode retratar tanto temas reais quanto fictícios.
    Foi criado por Yoshihiro Tatsumi e mais tarde adotado por outros artistas japoneses de uma linha mais séria de mangá que não queriam que suas obras fossem reconhecidas como tal, numa referência quase pejorativa do termo "mangá", a que chamavam de "desenhos irresponsáveis". Assim como Will Eisner havia criado o termo graphic novel para diferenciar trabalhos mais sérios de arte sequencial dos quadrinhos comuns ou populares, esses novos artistas japoneses criaram o termo gekiga para designar trabalhos mais adultos dentro dos quadrinhos nipônicos.
    Yoshihiro Tatsumi começou a publicar seus gekiga em 1957. Essas revistas eram bem diferentes da maioria dos mangás da época, que tinham um público-alvo infantil. Essas figuras dramáticas não vieram da leva popular de publicações aquecida por Osamu Tezuka em Tóquio, mas de bibliotecas públicas de Osaka. Essas instituições toleravam publicar e alugar ou vender trabalhos mais experimentais e ofensivos, em contraste com a onda infanto-juvenil de Tezuka.
   Com um traço pesado, é um estilo não muito difícil de ser identificado: tramas psicológicas, busca de lei e ou vingança, armas (de fogo, espadas, adagas e tonfas), sangue, mortes, guerras, flashbacks, máfia, brigas de rua, drogas, corrupção, entre outros, são alguns elementos que o caracterizam.
Exemplos: A Lenda de Kamui, Ashita No Joe, Vagabond, Monster, Akira, Blade - a lâmina do imortal, Samurai Champloo e Sanctuary.

UFA... Minna depois de uma semana (O..O) eu finalmente consegui termina o post \o/. Tá a preguiça contribuiu, mas convenhamos mais de 20 gêneros é tenso, alguns ficaram de fora, até porque eu acho que já coloquei gêneros polêmicos demais '~'. Sinceramente, eu ainda me encontro "meio" chocada com a variedade deles '~'. 
 
Eu achava que Hentai, Yuri e Yaoi era o auge (o máximo), depois de pesquisar pra esse post... sem palavras. Então, eu espero ter matado a curiosidade e duvidas de algumas (muitas) pessoas xD. 
Bem, me despedindo por aqui no momento, a só pra ressaltar, parem de falar mal da Wikipedia, sem ela esse post não seria possível, todo o conteúdo foi retirado de lá ^~^.
Até o próximo post minna o/


Fonte: Wikipedia [acredite se quiser o...o].

Macadores :

3 Comentários sobre: "Otakus #6 - Gêneros "

eu não sabia sobre o Kemono... muito menos que existia XD

Obrigada marry o/

O.O Para mim era: Shoujo, shounen, derivados do yaoi e do yuri, bara, josei e pronto '-'

Excelente matéria. Sobre o gênero bara, não existem muitas referências a ele porque geralmente os autores não fazem mangás longos, fazem one-shots, que são histórias curtas (um único mangá e a história chega ao fim, por exemplo). -----Eu não gosto de bara não hein! Minha amiga adora esse estilo, mas eu não sou gay, só estou repassando informações que tenho que ouvir ela falar todo dia =P-----

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